Vítimas de violência – tratando as marcas que ficam
Enviado por admin   |   Pertence a Artigos, Vítimas de violência   |   setembro 3rd, 2010
Uma estudante universitária estava caminhando na rua durante o dia quando foi abordada por um rapaz que a ameaçou com um caco de vidro em seu pescoço dizendo: “Eu vou te matar, eu vou te matar”. Com a ajuda de outras pessoas conseguiu se livrar daquela situação. Mas, infelizmente, sua vida não foi mais a mesma. Atividades rotineiras como andar na rua, andar de ônibus, sair de casa, entrar em casa e a aproximação de pessoas passaram a ser acompanhadas de ansiedade, medo, taquicardia, respiração descompassada e sudorese. A jovem também passou a ter alterações no sono e alimentação. Estas mudanças são provocadas pelas marcas que ficam no cérebro após situações de violência, nosso cérebro fica “ferido” especialmente nas regiões responsáveis pela regulação no nosso estado emocional. Diferente das feridas externas, não podemos vê-las, mas percebemos seus sintomas que constituem o Transtorno de Estress Pós-Traumático – TEPT- e pode evoluir para depressão, pânico, fobias, ansiedade generalizada, luto patológico…
O trauma psicológico ocorre quando passamos por/ou presenciamos situações de grande estress envolvento morte ou ameaça de morte ou ameaça de nossa integridade física e moral. Tais traumas também podem ocorrer quando a vivência excede nossa capacidade de administrá-la racional e emocionalmente.
O Transtorno de Estress Pós Traumático pode apresentar outros sintomas como: revivência do evento traumático por meio de lembranças intrusivas e sonhos, esquiva de estímulos associados ao trauma, redução do interesse de participar de atividades importantes do dia a dia, redução da afetividade, dificuldade para concentrar-se e hipervigilância. Tais sintomas podem iniciar logo após o evento traumático ou seis meses depois dele e manterem-se por meses ou décadas.
O Brainspotting e o EMDR tem se mostrado ferramentas eficazes para o tratamento de vítimas de violência. No caso apresentado, a jovem apresentou melhora significativa após quatro sessões de EMDR. Na primeira consulta, lembrar do que ocorreu era o suficiente para trazer taquicardia, ansiedade e medo, ao final da mesma sessão, a lembrança não a incomodava mais. O Brainspotting e o EMDR produzem tal resultado porque trabalham diretamente as feridas que ficam em nosso cérebro emocional estimulando mecanismos de processamento.
O EMDR recebeu nota A para o tratamento do Transtorno do Estress Pós Traumático pela Sociedade Internacional para os Estudos de Estresse Pos-traumático (A, a nota mais alta que se pode receber). Graças a técnicas como estas, feridas emocionais podem ser cicatrizados em alta velocidade para que possamos levar nossas vidas adiante.
Tags: Brainspotting, Brainspotting Curitiba, EMDR, EMDR Curitiba, Giovana Tessaro, psicologia, psicologia Curitiba, TEPT, Transtorno de Estress Pós-Traumático, tratando as marcas que ficam, trauma psicológico, violência, Vítimas de violência
Acidentes no trânsito e TEPT
Enviado por admin   |   Pertence a Acidentes no trânsito e TEPT, Artigos   |   setembro 3rd, 2010
Os acidentes no trânsito podem produzir sérios efeitos psicológicos. Nosso cérebro fica “ferido” especialmente nas regiões responsávies pela regulação no nosso estado emocional. Diferente das feridas externas, não podemos vê-las, mas podemos perceber seus sintomas que, comumente, constituem o quadro de Transtorno de Estress Pós-Traumático – TEPT- podendo evoluir para depressão, pânico, fobias, ansiedade generalizada, luto patológico…
A ferida cerebral ou trauma psicológico ocorre quando passamos por/ou presenciamos situações de estress envolvento morte ou ameaça de morte ou ameaça de nossa integridade física e moral. Tais traumas também podem ocorrer quando quando a vivência excede nossa capacidade de administrá-la racional e emocionalmente ou quando somos pegos desprevenidos. Nos acidentes de trânsito todas estas possibilidades existem e podem nos levar de um estado de bem estar e controle para respostas de medo intenso, horror e impotência.
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-TR) da Associação Americana de Psiquiatria o Transtorno de Estress Pós Traumático é caracterizado por:
1)Revivência do evento traumático de uma ou mais das seguintes maneiras:
- recordações recorrentes e intrusivas do evento por meio de imagens, pensamentos ou percepções- flashbacks.
- sonhos recorrentes com o evento.
- agir ou sentir como se o evento estivesse acontecendo de novo.
- sofrimento profundo ao entrar em contato com conteúdos internos ou do meio ambiente que se assemelhem à algum aspecto do evento.
2) Esquiva de estímulos associados ao trauma e entorpecimentoda das reações caracterizados por três ou mais das seguintes maneiras:
- Esforços para evitar pensamentos e sentimentos relacionados ao evento traumático.
- Esforços para evitar locais, atividades e pessoas que se assemelhem ou estejam relacionados ao evento traumático.
- Incapacidade para recordar de algum aspecto importante do trauma.
- Redução do interesse de participar de atividades importantes do dia a dia.
- Sensação de distanciamento de outras pessoas.
- Dificuldade ou incapacidade de ter sentimentos de carinho.
- Sentimento de futuro abreviado, redução das expectativas em relação ao futuro.
3) Excitabilidade aumentada apresentada por duas ou mais das seguintes maneiras:
- Dificuldade para dormir e manter o sono.
- Irritabilidade.
- Dificuldade para concentrar-se.
- Hipervigilância.
- Comportamentos de sobressalto exagerado
Tais sintomas podem iniciar logo após ao evento traumático ou meses depois dele.
Assim, um acidente no trânsito pode trazer além das perdas do momento um sério comprometimento para a reorganização, reconstrução e manutenção da própria vida.
O Brainspotting e o EMDR tem se mostrado ferramentas eficazes para o tratamento dos sintomas gerados por acidentes de trânsito. Por trabalherem diretamente as feridas que ficam em nosso cérebro emocional trazem resultados claros e rápidos.
O EMDR recebeu nota A para o tratamento do Transtorno do Estress Pós traumático pela Sociedade Internacional para os Estudos de Estresse Pos-traumático (A, a nota mais alta que se pode receber), seus resultados podem ser vistos no cérebro através de tomografias que apresentam a significativa redução do estress cerebral após a aplicação de algumas sessões. Graças a técnicas como estas nossas feridas emocionais podem ser cicatrizados em alta velocidade para que possamos levar nossas vidas adiante.
Tags: Acidentes no trânsito, Associação Americana de Psiquiatria, Brainspotting, Brainspotting Curitiba, efeitos psicológicos, EMDR, EMDR Curitiba, Giovana Tessaro, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, psicologia, psicologia Curitiba, TEPT, Transtorno de Estress Pós-Traumático
Neurônios no coração? Sim!
Enviado por admin   |   Pertence a Artigos, Neurônios no coração? Sim!   |   setembro 3rd, 2010
Nosso coração possui um conjunto de 40 mil neurônios, um “minicérebro”. Este conjunto torna o coração sensível e capaz de adaptar seu comportamento de acordo com suas percepções. O coração reage ao que percebe influenciando todo o corpo, insclusive, o cérebro.
O “tum- tum” do nosso coração tem tanto as batidas que aceleram nosso funcionamento quanto as batidas que procuram brecar o aceleramento. O equilíbrio entre estas batidas chama-se coerência cardíaca: “Quando o ritmo de variabilidade do coração é forte e saudável, as fases de aceleração e redução alternam-se com rapidez e regularidade. Há uma coerência na variabilidade do ritmo cardíaco, diferente do caos.” Esta é a definição de Davi Servan-Shreiber, neuropsiquiatra. Ele ainda diz que se só mantivermos a vida em stress, com o pé no acelerador, o breque fica fraco. Um coração saudável precisa do equilíbrio entre acelerador e freio, o que pode ser conseguido através de hábitos saudáveis e exercícios. David Schreiber ressalta: “Stress é possivelmente um fator de risco muito maior para as doenças cardíacas do que o fumo.”
“Quando o cérebro emocional não está funcionando bem, o coração sofre e se desgasta. Mas, a mais espantosa descoberta de todas é que essa relação funciona em mão dupla. O funcionamento correto do coração acaba por influenciar nosso cérebro também: sistema cardíaco-cerebral”. Quanto maior a coerência cardíaca maior o ajuste entre cérebro e resto do corpo, portanto, maior a sensação de bem-estar, equilíbrio da pressão arterial, tranquilidade e ainda retardo parcial do envelhecimento.
Em seu livro “Curar…” David Servan-Schreiber apresenta um exercício simples para melhorar o “tum-tum” do nosso coração:
1) Em um local agradável, longe de interrupções
a) Coloque sua atenção na respiração
b) Inspire e expire profundamente uma vez
c) Faça uma pausa de alguns segundos na respiração
d) Inspire e expire profundamente mais uma vez
e) Repita esta sequência até que sua respiração fique mais estável
2) Depois mantenha sua atenção na região do coração por uns 15 segundos
3) Imagine que você está respirando através do coração (se isso for difícil, imagine que está respirando do centro do seu peito).
4) Continue respirando lenta e profundamente, dando atenção a região do coração ou centro do peito.
5) Lembre-se de alguma imagem agradável e coloque-a no coração, como se ele fosse uma tela de cinema.
Assim o coração enviará para o cérebro emocional a mensagem de que tudo está em ordem e, então, ele poderá trabalhar melhor e com mais eficiência. O resultado clínico desse exercício é: diminuição do stress, fadiga e depressão, diminuição da hipertensão, melhora da concentração e memória e sensação de bem-estar.
GIOVANA TESSARO – http://www.giovanatessaro.com.br
Tags: cérebro emocional, coerência cardíaca, David Servan-Schreiber, Giovana Tessaro, neurônios no coração, neuropsiquiatria
Discutindo a Relação: dicas para que esta conversa valha a pena
Enviado por admin   |   Pertence a Relacionamentos, Sentimentos e emoções   |   setembro 2nd, 2010
Discutir a relação é comum na vida a dois. Mas antes, vale uma análise individual para que cada um possa se dar conta das perspectivas que assume sobre si e o relacionamento:
- Faça um retrospecto do relacionamento e veja desde quando as coisas não vão bem. O que tem prejudicado a relação?
- Como as coisas eram e como passaram a ser?
- Quais foram/são as suas dificuldades em lidar com tais situações? Quais suas qualidades em lidar com isso?
- Quais foram/são as suas dificuldades em lidar com o parceiro desde então? Quais suas qualidades?
- Como você se sente em relação ao que aconteceu? Como está sua auto-imagem desde então? Qual sua auto crítica a respeito? Como tem se sentido em relação ao parceiro?
- Como imagina o relacionamento no futuro?
Note que estas são as suas considerações sobre o que aconteceu e acontece. Seu corpo sente e pensa de maneira única assim como seu/sua parceira(o) também tem um corpo que pensa e sente de maneira única. Respeitando suas perspectivas e disposto/a a respeitar a perspectiva do outro inicie o dialogo.
Atitudes de desrespeito provocam no cérebro emocional um estress que desestabiliza a capacidade de nosso cérebro racional de pensar de acordo com objetivos provocando um ciclo de ataque e defesa:
Dicas para um diálogo produtivo:
- Escolha hora e local adequados
- Seja objetivo, sem rótulos ou julgamentos. Expresse seus sentimentos de forma suscinta e coloque o que você deseja. Repito: descreva sem rotular. A descrição tem a ver com a realidade e os sentimentos são só seus. Assim ambos direcionam a conversa sobre eventos reais e e compreensão dos sentimos um do outro.
- Já que você trará a sua perspective use o “eu”em vez de você”.
- Para se referir ao cônjuge use o nome dele. Quando ouvimos nosso nome o corpo dá mais atenção.
- Mantenha um tom compreensível assim o cérebro racional fica mais sincronizado com o cérebro emocional.
Exemplo:
“Eu já disse três mil vezes pra não deixar a toalha molhada em cima da cama. Você é surdo ou que eu digo não tem importância pra você?”
“Eu já disse várias vezes que não quero que você deixe a toalha molhada em cima da cama e mesmo assim, você continua deixando. Isso me deixa aborrecida e cansada. Eu preciso da sua colaboração”
No começo pode ser difícil. Mas a comunicação também é uma habilidade que precisa de treinamento. Com o tempo, você vai se sentir mais confiante e ainda, poderá viver o melhor do relacionamento, sem o desgaste das discussões.
Tags: dicas para a relação, Discutindo a Relação, Giovana Tessaro
“Como mostrar ao meu chefe que quero assumir mais responsabilidades?”
Enviado por admin   |   Pertence a Carreira   |   setembro 2nd, 2010
Antes de mais nada: você acredita que domina plenamente suas atuais responsabilidades? Você está seguro quanto a qualidade de seu trabalho atual?
Perceba se seus objetivos profissionais e pessoais estão alinhados às suas expectativas futuras.
Você possui as competências necessárias para assumir mais responsabilidades? Quais serão as vantagens para você e para a empresa?
Se você disse sim para as perguntas e acredita que tanto você quanto a empresa vão sair ganhando, vá em frente, você tem as caracteríscas capazes de conquistar e fidelizar: credibilidade e autenticidade!
Depois desta análise, converse com seu chefe:
- escolha hora e lugar apropriados
- vá com espírito aberto, disposto a falar e ouvir
- esta pode ser apenas a primeira conversa, não espere sair promovido na hora.
- tome o resultado de sua análise para descrever, objetivamente, onde está, quais competências possui para assumir mais responsabilidades e as vantagens para você e a empresa.
Sucesso!
Tags: Carreira, Como mostrar ao meu chefe que quero assumir mais responsabilidades, expectativas futuras, Giovana Tessaro, objetivos profissionais, qualidade de trabalho, trabalho
Cérebro e um caso infantil com tendências homicidas e suicidas
Enviado por admin   |   Pertence a Artigos, Tendências homicidas e suicidas   |   setembro 2nd, 2010
Andrew era um menino muito feliz e ativo, mas aos oito anos sua personalidade mudou drasticamente. Tornou-se agressivo, deprimido e passou a apresentar comportamentos suicidas e homicidas. Este menino foi um caso atendido e descrito por Daniel Amen, neurocientista e psiquiatra, em seu livro “Transforme seu cérebro Transforme sua Vida”
É comum atribuir estados de humor e atitudes a personalidade de um sujeito. Contudo, o desenvolvimento da neurociência e da medicina nuclear permitem uma nova perspectiva através da visualização do cérebro com o MRI e o SPECT (imagem de ressonância magnética e tomografia computadorizada por emissão de fóton único respectivamente). Daniel Amen é um dos principais pesquisadores neste área.
Andrew não tinha histórico que justificasse sua características, como abuso e maus tratos. Daniel Amen decidiu conhecer o cérebro de Andrew através do SPECT e MRI: Faltava um parte do cérebro de Andrew !?!!
Uma região do hemisfério esquerdo fora deslocada e ocupada por cisto (um saco cheio de fluido) do tamanho de uma bola de golfe. A região ocupada deveria apresentar o lobo temporal esquerdo. Esta região quando afetada traz alterações significativas do humor, problemas de memória e aprendizado.
Ao perceber a situação de Andrew, Daniel Amen procurou colegas da neurologia que pudessem remover o cisto. Para sua surpresa a maioria dos colegas não via sentido em retirá-lo pois Andrew não apresentava “sintomas reais” como convulsões e problemas de fala. Depois de muita procura encontrou um neurocirurgião que concordou em remover o cisto.
Logo depois da cirurgia, Andrew sorriu para sua mãe. Algo que não fazia há mais de um ano. Sua agressividade, estados depressivos e tendências homicidas e suicidas desapareceram. Voltou a ter um comportamento típico de uma criança da sua idade.
Informações como estas precisam ser difundidas para melhorar a qualidade vida, dos atendimentos, recursos e principalmente mudar paradigmas relacionados a personalidade. Este e muitos outros casos mostram que o cérebro é a sede do somos e fazemos. Compreendê-lo significa compreender a nós mesmos e nossas possibilidades de mudança. Uma criança perigosa pode ser uma criança que não tem as menores condições físicas de controlar seu comportamento, apesar de todos os seus esforços nesse sentido.
Tags: Daniel Amen, Giovana Tessaro, MRI, SPECT, Transforme seu cérebro Transforme sua Vida
Bullying
Enviado por admin   |   Pertence a Artigos, Bullying   |   setembro 2nd, 2010
O bullying (palavra de origem inglesa) é um conjunto de comportamentos agressivos, coercitivos, repetitivos em relações com desequilíbrio do poder. Geralmente o bully (agressor), busca através da violência o prazer imediato, a superioridade e o reconhecimento. Faltam habilidades sociais para relacionar-se de outra maneira.
Por outro lado, os agredidos / alvos do bullying não possuem habilidades sociais para se posicionar, defender e fazer-se respeitar. Em alguns casos o alvo passa também a agredir como forma de defesa. Casos extremos foram a mídia como estudantes que mataram vários colegas e depois suicidaram-se. Estes costumam apresentar agressividade e depressão e parecem ser os mais rejeitados nas relações entre colegas.
Vítimas do bullying costumam apresentar sérios problemas com a auto-estima ansiedade, depressão e desamparo que afetam a concentração em sala de aula e podem acompanhá-los durante toda a vida adulta.
Estatísticas revelam que 40% da população escolar já esteve envolvida com bullying seja como agressor, alvo ou agressor /alvo. Meninos e meninas estão envolvidos. No caso das meninas há menos agressão física mas mais ataques morais, difamação e práticas de exclusão.
Por que até hoje esta prática foi pouco discutida e poucas ações tenham sido aplicadas para evitá-la?
Talvez porque os bullies tesnham tido mais poder e vencido com suas estratégias violentas típicas: força, popularidade e esperteza. Utilizam-se do “desejo universal de não ver, não ouvir e não falar o mal”. Seus argumentos criam realidades mais convenientes para todos, menos para a vítima que sente-se abandonada e desamparada. Protegem-se ferindo a verdade, atacando e ridicularizando a credibilidade da vítima e punindo o pedido de ajuda.
O tratamento deve envolver psicólogos, equipe escolar e pais. Todos precisam comprometer-se com o cumprimento de regras, imposição de limites e suporte emocional, de outro modo podem tornar-se cúmplices desta violência. O respeito e a ética devem ser valorizados na prática.
É fundamental prestar suporte a todos os envolvidos no Bullying, afinal todos carecem de comportamentos sociais adequados.
A intervenção do psicólogo precisa envolver também os traumas gerados pelo bullying. Para tanto o EMDR é uma ótima abordagem, recebeu nota A para tratamento do Estress Pós Traumático pela Sociedade Internacional para os Estudos de Estress Pós Traumático (nota A, a nota mais alta que se pode receber). Com o EMDR há a estimulação de mecanismos cerebrais de cura e desenvolvimento que dessensibilizam as emoções negativas e promovem um estado mais saudável e adaptativo. O EMDR acessa nosso cérebro racional e límbico integrando informações cognitivas e emocionais. Sua eficácia e agilidade são surpreendentes, ainda mais em crianças pois suas redes neuronais que carregam o trauma estão mais acessíveis. O cuidado da criança traumatizada é um investimento para a vida toda uma vez que o trauma influencia as conexões neuronais e o equilíbrio entre neurotransmissores o que aumenta a vulnerabilidade para transtornos psíquicos em outras etapas da vida.
Tags: Bullying, concentração em sala de aula, EMDR, EMDR Curitiba, Giovana Tessaro, neurotransmissores, Vítimas do bullying
Bloqueio e Desbloqueio Criativo: Otimizando nossos recursos corporais com o Brainspotting e o EMDR
Enviado por admin   |   Pertence a Bloqueio e Desbloqueio Criativo   |   setembro 2nd, 2010
A arquiteta P.J. entrou em contato para tratar seu bloqueio criativo. Há meses, ela não conseguia fazer seus desenhos e aquarelas e nem sabia os motivos disso. Decidi usar o Brainspotting para “destravar” sua criatividade. Uma semana depois ela retornou dizendo que seu final de semana foi produtivo: “fiz vários, vários desenhos…”. Nas semanas seguintes, percebeu ainda que sua criatividade na arquitetura foi potencializada.
Criatividade é processo e perspectiva que transforma, inventa, gera e produz. Coisas, imagens, cores, palavras, sons, gostos, cheiros, tempos… Tudo e todos podem ser objeto da criatividade, mesmo o processo e a perspectiva em si. Fato é que a criatividade precisa de concretização: sai do mundo da “viagem” e mostra-se real, seja nas artes ou na ciência, nos jogos infantis ou na manutenção financeira do nosso cootidiano.
Para a neurociência, o lugar da invenção está antes de mais nada em nosso corpo, e nosso cérebro é o mentor deste processo. Se ele estiver bloqueado toda nossa vida sofre as consequencias. Quanto mais livre a “conversa” entre seus neurônios, maiores as possibilidades de combinações neuronais, portanto, maior a criatividade. Quando o bloqueio ocorre, existe uma padronização entre as conexões cerebrais que leva a repetição dos pensamentos, emoções e ações ou ainda ao “branco”.
Felizmente, avanços da neurociência e psicologia trazem ferramentas capazes de desbloquear a criatividade e gerar mais saúde: Brainspotting e EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing – Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares). Enquanto o Brainspotting diagnostica e trata sintomas que não conseguem ser elaborados por nossa consciência, ele atinge um sistema do nosso cérebro que mapeia permanentemente todos os níveis corporais, sincronizando informações. Aproveitando este mecanismo natural, a técnica identifica desequilíbrios, permite que o organismo processe desajustes e surja um estado mais saudável e criativo.
Já o EMDR é uma outra técnica da psicologia. Para compreendê-lo, é necessário conhecer algo sobre o mentor do nosso funcionamento. O cérebro é um orgão com subdivisões, áreas com diferentes características bioquímicas e diverso em sua organização celular. Ele é dividido entre hemisférios direito e esquerdo: no lado direito predomina o comando das nossas emoções e potencial artístico, no esquerdo, as conexões que regulam nossa capacidade racional e lógica. Outra divisão importante vem de nossa evolução como animais. De forma simplificada podemos dizer que temos:
-”cérebro reptiliano” mais instintual
-”cérebro mamífero” mais emocional
- “cérebro humano” que pensa, fala, cria e utiliza-se de instrumentos.
Tantas diferenças no cérebro dificultam a sincronia entre razão, emoção e ação. Também dificultam a “digestão” das experiências que vivemos, formando padrões neuronais que resistem à inovação.
Com o EMDR ativamos várias áreas cerebrais através da estimulação sensorial bilateral. Durante o processo, há um aumento da troca de energia entre os “diferentes cérebros” e seus hemisférios que melhora a comunicação e versatilidade entre neurônios.
Há algum tempo, pude experimentar os efeitos destas técnicas em minha própria vida. Consegui viver sem o pânico e a depressão que me acompanharam por anos. As mudanças foram tão significativas que decidi abandonar minha carreira em multinacionais para abrir meu próprio consultório, compartilhando assim, na prática, dos resultados do EMDR e Brainspotting.
Tags: Brainspotting, Brainspotting Curitiba, Desbloqueio Criativo, Desenvolvimento Criativo, EMDR, EMDR Curitiba, Eye Movement Desensitization and Reprocessing, Giovana Tessaro, otimização de recursos, Otimização de recursos corporais
Alimentação rica em Ômega, Cérebro e Saúde Mental
Enviado por admin   |   Pertence a Alimentação e Saúde   |   setembro 2nd, 2010
Giovana Tessaro - 12 jul 2009
Você já deve ter visto diferentes tipos de gordura. Por exemplo, a gordura de carne bovina em temperatura ambiente é mais rígida do que a gordura vegetal. Sabendo que nosso cérebro é formado em maior parte por gordura, qual delas você escolheria para “alimentar” seu cérebro?
Segundo o neuropsiquiatra e pesquisador David Servan-Schreiber a melhor escolha são as gorduras mais líquidas, em especial os ácidos graxos ômega 3. Por que? Porque o cérebro é formado em maior parte por gordura e para que ele possa processar informações de forma fluída e flexível precisa também de uma gordura mais fluída e flexível.
Diferentes hábitos alimentares mostram o impacto do ômega 3 em nossa saúde. A depressão pós parto costuma ocorrer de três a vinte vezes mais em países do ocidente do que em países do oriente. Tal discrepância se dá porque no oriente há maior consumo de peixes e mariscos, alimentos ricos em ômega três.
O ômega 3 é fundamental para a constituição do cérebro e manutenção do seu equilíbrio,“É por isso que essas gorduras são a principal nutrição que o feto recebe pela placenta…”. É também por isso que as “reservas da mãe que já são baixas na dieta ocidental caem de forma dramática nas últimas semanas da gravidez” e continuam diminuindo durante a amamentação, o que aumenta o risco da depressão pós parto.
Mães precisam de ômega 3 por pra si e para o bebê!
Servan-Schreiber também aponta a importância do ômega três para a redução de sintomas relacionados ao transtorno bipolar, ansiedade, depressão , esquizofrenia, insônia, fadiga, baixa libido e irritabilidade.
O neurocientista e psiquiatra Daniel Amen acredita que o ômega 3 contribui para o alívio dos sintomas de TDAH – transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Ele aponta uma pesquisa canadense na qual um grupo de crianças recebeu ômega 3 e o outro placebo. Os pais das crianças que receberam ômega 3 relataram melhora significativa da atenção e comportamento de seus filhos. Os pais das crianças que receberam placebo não notaram diferenças.
Onde encontrar o ômega 3?
Peixes, em especial salmão, arenque, truta, sardinha, frutos do mar, linhaça, canola, espinafre e agrião.
Medo de engordar com o ômega 3?
Fique tranquila, Servan-Schreiber coloca que “o modo como o corpo metaboliza o ômega 3 reduz o acúmulo de tecido gorduroso”, alguns pacientes até perdem peso!
Tags: ácidos graxos, alimentação, Alimentação e Saúde, Alimentação rica em ômega, David Servan-Schreiber, Giovana Tessaro, ômega 3, psicologia, psicologia Curitiba
Ações essenciais na educação das crianças
Enviado por admin   |   Pertence a Educação   |   setembro 2nd, 2010
Consenso dos pais
As crianças precisam de sentido para saber agir. Portanto, os pais devem chegar em um consenso sobre as responsabilidades e limites para os pequenos.
Isso ajuda a equilibrar a crinça e a sensação de confiança no pai e na mãe. Divergências entre os pais abrem caminho para manipulação e esquiva de responsabilidades .
Deixem claro para o filho o que vocês esperam dele. Um quadro explicativo com desenhos pode contribuir muito. De repente, o próprio pequeno pode ilustrar.
O não!
“Não” é uma palavra muito complicada para se assimilar, afinal, o “não” é uma coisa que não existe! Nosso cérebro está preparado para agir e não para não agir. O cérebro infantil começa a compreender melhor o “não” a partir dos 6 anos. Portanto, use frases afirmativas com a criança:
de: Não corra !!
para: Espere!!
de: Não pule, você vai cair!
Para: Fique parado, eu te ajudo!
Colocando limites
A imposição de limites é um grande sinal de amor para a criança, mesmo que inicialmente ela se queixe. Os efeitos de limites em escesso podem ser semelhantes a ausência de limites. Os limites adequados são aqueles que estimulam a responsabilidade, segurança, auto-confiança, auto-estima e bons relacionamentos.
Quando a criança nasce, todo o espaço é pra mamar, pra sobreviver! Com o tempo ocorre a diferenciação e outras formas de sobrevivência, inclusive as relacionais vão surgindo. Nesta busca pela sobrevivência a criança vai reconhecendo o que traz mais vida e o que é perigoso… E vai se utilizando das possibilidades que encontra sem muito julgamento ou razão, por isso, os pais precisam impor limites não apenas para afastar do perigo, mas para introduzir regras de convívio social.
O que pode trazer satisfação agora pode ser perigoso depois, como a manha. Uma manha que cresce pode se transformar em comportamento manipulador. Fique atento e não permita que comportamentos inaquedos tomem espaço.
Assim você estará ampliando as possibilidades de segurança e amparo do pequeno.
Manha
Se a criança está manhosa, alguém está alimentando esta manha.
Manha precisa de público. É um esforço para chamar a atenção, para tanto são usados os choras, gritos, “caídas”no chão, infantilização…
Quer acabar com a manha? Não dê uma vírgula de atenção! No início pode ser difícil, o comportamento manhoso pode até piorar, mas se os pais mantiverem a postura de ignorar a manha ela irá desaparecer dentro de poucos dias.
Além disso, inclua responsabilidades na vida do pequeno!
Aprendendo a ser responsável
Para isso, vou deixar uma matéria com a Pedagoga Claudia Razuk (http://meiafina.com.br/filhos/educacao/news/1393/). Está bem completo:
“Para o desespero das mamães super protetoras, os especialistas defendem que a estimulação da independência nas crianças deve começar desde muito cedo.
E põe cedo nisso. Segundo Cláudia Razuk, Coordenadora Pedagógica do Colégio Itatiaia em São Paulo, esse processo deve começar enquanto ainda são bebes, em situações simples e corriqueiras do dia a dia, como, por exemplo, no hábito de dormir ou segurar a mamadeira sozinhos.
Um dos enganos mais comuns dos pais é esperar que a criança já domine determinada capacidade para, então, pedir que a faça. Nada disso! O aprendizado acontece justamente quando estas fases são respeitadas: a iniciativa para começar, as tentativas, lidar com a frustração do erro, ser perseverante , saber buscar ajuda, tentar quantas vezes forem necessárias até atingir o êxito e curtir a vitória.
Colocar estes pequenos desafios em prática, no entanto, nem sempre é tarefa fácil para os pais. Como estimular corretamente sem deixar de respeitar a capacidade das crianças, que ainda são muito pequenas? A pedagoga Cláudia Razuk dá uma forcinha com algumas sugestões. Veja abaixo!
Organização de objetos
Com um ano e meio de idade, a criança já compreende ordens simples e já pode começar a participar de pequenas tarefas como, por exemplo, guardar seus calçados no local (desde que este seja de fácil acesso).
Aos dois anos já é capaz de reconhecer o local onde são guardados alguns brinquedos grandes e simples. Estimule e ajude, dando orientações, mas não fazendo por ela.
Aos três anos, já é capaz de organizar a sua caixa de brinquedos, o que desenvolve o pensamento lógico matemático (separação das peças segundo algum tipo de atributo, como cor, forma, tipo de brinquedo), exige planejamento, atenção e responsabilidade.
Na cozinha, a criança já pode começar a participar de algumas tarefas simples, como ajudar a colocar a mesa (elas reconhecem, de forma fácil e simples, os locais onde os utensílios são guardados), ajudando-a a perceber e participar da organização. E você pode incentivá-la a criar outras maneiras de arrumar a mesa ou guardar os utensílios. Muito cuidado para não impor as formas de organização. Deixe que a criança crie seu próprio raciocínio e use a sua criatividade e vá, apenas, orientando-a quando necessário.
Com cinco ou seis anos, já pode ajudar a lavar a louça (peças plásticas, para evitar acidentes). Ela desenvolverá um domínio motor mais refinado, pois deverá lidar com o peso do objeto e o fato de estar escorregadio pelo sabão.
Vestir-se e calçar-se sozinho
Aos dois anos, a criança já demonstra interesse em despir-se sozinha. É o primeiro passo para que, em seguida, possa vestir-se também. Nesse momento, a ajuda dos pais será essencial, pois alguns atos facilitarão a aquisição dessa capacidade: mostre à criança características que ajudarão na rotina, como a costura das roupas, que deve ficar por dentro, a etiqueta, que geralmente fica atrás. Faça pequenas marcas no lado interior dos calçados, explicando que, quando for calçá-los, as pequenas marcas deverão ficar juntinhas, ajudando para que não calce os sapatos ao contrário.
Ao vestir-se e calçar-se sozinha, a criança desenvolve a coordenação motora, a lateralidade, a organização do pensamento lógico. Embora simples, estes atos requerem que a criança processe e organize uma série de informações mentais antes de colocar as ações em prática.
Hora da higiene
Que delícia é a hora do banho! Se puder ser feito com calma então, melhor ainda! Ao invés de fazer rapidamente, procure iniciar um pouco antes e vá estimulando, orientando e deixando que ela faça sozinha. Esse processo, até que seja completo, pode demorar, mas no final, valerá a pena!
O mesmo acontecerá para escovar os dentes. Ao colocar a quantidade exata de creme dental na escova, a criança precisará de treino e domínio motor, da força adequada ao apertar o tubo e da percepção da quantidade do creme. E de uma boa coordenação motora para executar movimentos variados e ainda utilizar a força adequada para a escovação. É um belo exercício, não é mesmo? Ao final, os pais podem dar uma ajuda extra para garantir que a escovação esteja perfeita.
Dar continuidade, sempre
Conforme a criança for crescendo, novos desafios surgirão. E surgirão também para os pais, que deverão estar sempre atentos ao que poderão ou não “delegar” a seus filhos. Mas nesse momento, se toda a primeira fase de estímulo à independência tiver sido trabalhada, com certeza a criança estará preparada para encarar toda e qualquer nova situação, com total segurança.
Hábitos de independência que se criarem desde cedo ajudarão a criança a tornar-se um adolescente e, posteriormente um adulto, muito mais responsável, bem resolvido, organizado e com grande iniciativa. Por isso é importante, além de estimular os hábitos em si, dar significado e mostrar a importância de cada ato.”
Brincar
A criança precisa brincar, e muito. É um momento extramente “sério” para a criança. O lúdico permite a elaboração dos desafios que enfrenta.
Se o pequeno está quebrando a cabeça e demorando horas para realizar uma atividade, deixe-o só, não há certo ou errado nisso. Mas sim a tentativa de conseguir fazer por si! O que pode parecer errado para o adulto pode ser genial para a criança e suas necessidades de elaboração naquele momento. Se ela pedir ajuda , ok! Mas mesmo assim, evite repostas prontas, ajude perguntando, estimulando a imaginação!
Apenas fique atento para que ela não se machuque ou machuque outras pessoas.
Dando uns minutinhos pra pensar
Caso a criança não cumpra com suas responsabilidades ou ultrapasse seus limites, é necessário deixá-la pensando a respeito:
- aja imediatamento, não deixe para depois, assim fica mais fácil a criança entender que saiu dos limites e que precisa corrigir o comportamento.
- não deixe que a criança torne-se impossível para usar o cantinho do pensamento, se ela fizer algo que não está acordado, precisa parar pra pensar.
- para chamar a atenção fale de forma firme, sem dengo ou grito. Mostre que você está no comando.
- se ameaçar, cumpra. Esta é uma maneira de mostrar que a criança pode acreditar em você. Ameaça sem realização não traz respeito.
- o tempo que a criança precisa ficar pensando é de adordo com a idade: 3 anos, 3 minutos.
Estas são atitudes que fazem com que a criança se sinta mais delimitada e aprenda a separar o que é dela e do outro. Os limites claros reduzem a ansiedade.
Tags: ações essenciais na educação das crianças, aprendendo a ser responsável, colocando limites, consenso dos pais, crianças, Educação, educação das crianças, Giovana, Giovana Tessaro, psicologia, psicologia Curitiba









